A capital sãotomense é a partir de hoje sede da Semana Africana de Vacinação e da Iniciativa para a Redução Acelerada da Mortalidade Materna e Neonatal, que termina domingo, dia 28. Com abertura oficial prevista para quarta-feira, dia 24 em cerimónia a ser presidida pelo Presidente da República, Evaristo Carvalho.
De acordo com a comissão organizadora do evento cujo acto central será no Palácio dos Congressos, além de representantes da União Africana, da OMS, UNICEF, GAVI e da UNFPA, foram convidados delegados de Cabo Verde, Comores, Egipto, Guiné Equatorial, Madagáscar, Marrocos, Seychelles e Sudão do Sul.
Durante a semana “os esforços vão estar concentrados em cobrir os 5% de crianças menores de 5 anos que ainda não têm todas as vacinas, com actividades de vacinação nos postos fixos e equipas móveis, com uma atenção especial para suplementação com a vitamina A”.
Sob lema “todos Protegidos, as vacinas ajudam! Planeamento familiar Reforça”, as autoridades sãotomenses aproveitarão a ocasião para troca de experiências e advocacia junto dos parceiros. A vacinação, a redução a mortalidade materna e neonatal, integram um conjunto de direitos que devem ser garantidos à população.
Em complemento, o distrito de Cantagalo, pelo seu desempenho reconhecido por todos, albergará uma feira de saúde, integrando vários serviços, designadamente, vacinação, planeamento familiar, nutrição, registo de nascimento, aconselhamento e sensibilização.
São Tomé e Príncipe destaca-se na 51ª posição dos países do continente africano a lançar a iniciativa sobre a Redução Acelerada da Mortalidade Materna e Neonatal pelos bons resultados no domínio da vacinação com cobertura a rondar 95%.

A mortalidade materna e neonatal, por sua vez, reduziu consideravelmente entre 2014 e 2017. Tem-se situado aproximadamente em dois casos por ano, contra cinco que se verificava anteriormente.

São Tomé e Príncipe, recorde-se, foi um dos subscritores da Declaração de Addis-Abeba 2016. O país comprometeu-se a garantir o acesso universal à vacinação como “pedra basilar da saúde e do desenvolvimento em África”.




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