No dia 21 de maio apresentávamos o primeiro capítulo, por cada segunda-feira foi surgindoum capitulo novo, o segundo capítulo, o terceiro capítulo , e o quarto capítulo. Hoje finalmente o ultimo, para terminar uma série de cinco capítulos do artigo de opinião do engenheiro Luís Paquete d’Alva Teixeira, sobre o processo de povoamento das ilhas de São Tomé e Príncipe.

Aproveito a oportunidade de descrever algumas tradições e rituais do judaísmo que se conservam entre nós e outras com a tendência de se desaparecerem :
- Amarrar lenços na cabeça e entrance dos cabelos femininos;
- Usar fatos masculinos com chapéus;
- Provérbios e expressões de índole judaico;
- Nos casamentos o noivo chega primeiro que a noiva, troca de alianças entre o noivo e a noiva, sentarem-se em sítios mais altos, os pais acompanharem os noivos até o altar;
- Gostar de guloseimas, sorvetes, bolos em geral e em cerimónias festivas;
- Tomar o pequeno-almoço acompanhado de chá, café, leite, sumo, pão, ovos, omelette, manteiga e papa de fuba;
- Comer muito rápido;
- A forma de extrair o vinho da palma e a fabricação de farinha de mandioca;
- Escaldar as carnes com água quente antes de ser preparada;
- Usar bonés;
- O machismo nos casais;
- Fumar cigarros com cachimbos (Esta tradição praticamente desapareceu-se entre nós);
- Ter concubinas e concubinos (boquita e boquito e ou vulgarmente ter pai e mãe de filhos);
- Abandono a circuncisão masculina devido a conversão ao cristianismo;
- Fazer muitos filhos;
- Cortar cabelos aos recém nascidos entre os 3 e 6 meses, fazendo uma cruz nas cabeças dos mesmos;
- Usar barbas e bigodes;
- Gostar de usar roupas floridas;
- As crianças andam descalças em casa;
- Os homens rapam os cabelos;
- Os quintais cercados de muros e ou arbustos;
- Fazer pouca maquilhagem feminina;
- Usar vestidos, saias, “saia- lodá”, kimono e xaile;
* “Saia lóda “é uma saia comprida com vários arrojos;
- Prevalência da virgindade feminina até o 1º casamento;
- Dar alguma coisa de comer ou beber aos visitantes em suas casas;
- Cumprimentar os seus vizinhos pela manhã (tem vindo a desaparecer-se);
- Cumprimentar pessoas desconhecidas nas ruas; (tem vindo a desaparecer-se)
- Repartir refeições e merendas entre os vizinhos;
- Oferecer merendas e refeições atrás das Igrejas;
- Cuidar dos filhos mais novos dos parentes e vizinhos enquanto estão ausentes;
- Confeccionar izaquente quer de açúcar ou de azeite para refeição;
- Educar filhos de parentes próximos e ou de amigos em suas casas;
- Baptizar os filhos cujos parentes mais próximos são padrinhos e madrinhas;
- Considerar-se prepotente;
- Comemorar aniversários, feriados, etc.
- Aglomerar em manifestações de diversas índoles;
- Fazer concentrações familiares;
- Adoptar filhos de nomes dos Pais, Avôs ou avós;
- Gostar de fazer roupas colectivas denominadas de “membra” para as festividades e outras formalidades;
- Povo festivo e alegre celebrando quase tudo;
- Alimentar-se com couves, condimentos ou especiarias, molhos, arroz, vinho, cerveja, pão, etc.
- Praticamente não come carnes de camelo, cavalo, coelho, coruja, porco, gato, garça, falcão, morcego, tartaruga, lagartos, lagartixa, rato, sapo, caranguejos, lagosta, moluscos e peixes sem escamas;
- Fazer saladas com tomates, pepino, alface, vinagre e azeite de oliveira;
- Comidas típicas que representam cada tipo de festas e rituais (Ex: calulu, izaquente, fúngi de izaquente, arroz – doce e da índia, bolos, biscoitos, etc.) ;
- Fazer todas as refeições com talheres;
- Usar cenouras e pimentão na preparação dos seus alimentos;
- Preparar peixes, e ou ovos para omelette com farinha de trigo para fritos;
- Denominar peixes como atum, “fúlú-fúlú”, cavala , de sangue quente e que fazem mal a saúde;
- Comer fritos e grelhados de peixes e carnes;
- Comer pastéis preparados com farinha de trigo, fuba, fruta – pão com peixe moído, fritos em óleo);
- Fritura dos óleos de palma e outros com folha de louro, cebola e ou alho;
- Após o nascimento do primeiro bebé, as mães são acolhidas pelos pais, nos 45 dias, e os visitantes dão ofertas aos recém-nascidos;
- Confeccionar e usar em suas casas, toalhas, napperons e crochés bordados;
- Usar roupa preta como luto em honra dos falecidos;
- Usar roupa de cor vermelha;
- Nas cerimónias fúnebres lavar o defunto com água limpa dando um banho cuidadoso para a sua purificação assim como vesti-lo com a melhor roupa que ele possui;
- Cobrir o morto com lençol branco e calçar de peúga branca ao enterrar;
- Cânticos e orações durante os actos quer fúnebres e de outras revelações;
- Gritar e chorar nas exéquias fúnebres;
- No enterro, a forma como o caixão é colocado na cova em contacto com a terra, enquanto o membro da família mais velho é responsável para jogar as primeiras pás de terra sobre o caixão;
- Nos jazigos, uma lápide colocada com escritos informativos com mensagens, nome, data de nascimento e da morte;
- Nozado durante os 8 dias depois do falecimento;
- Ofertórios dos bebés;
- Lavagem dos recém – nascidos imediatamente quando saem do útero da mãe para que fiquem fisicamente limpos e espiritualmente purificados.
Tomando em ponderação este estudo de sobrenomes Judaico Luso-Brasileiro realizado pela investigadora Brasileira no seu país e reconhecendo que em São Tomé e Príncipe existem famílias com estes sobrenomes, visto que num passado recente muitos Brasileiros emigraram e instalaram-se neste arquipélago á partir dos finais do século XVIII e no princípio do século XIX para a produção de Cacau e Café ,porquanto preservarmos actualmente tradições e rituais do judaísmo;
Necessário se torna realizarmos uma análise retrospectiva e intrínseca dos referidos sobrenomes e tirarmos as nossas ilações.
Porém como existem muitos sobrenomes destes na família São- Tomense, associados as tradições e rituais do judaísmo, apontados previamente que subsistem, tudo nos leva a crer que a nossa descendência tenha tido raízes Judaico -Luso – Brasileira.
Devemos evitar comportamentos xenófobos, visto que a razão da nossa existência está assente na mélange antropológica ou seja na ascendência de inúmeros povos que vieram para São-Tomé e Príncipe de vários cantos do mundo e cá se instalaram nestas Ilhas pródigas e paradisíacas contíguas ao Equador, originando a família São- Tomense.
Somos um povo judeu africano, como os da Etiópia e Eritreia.
Não se apoquentem com a nossa forma de ser e de estar, pois nós São-Tomenses, somos judeus – católicos, descendentes dos Cristãos novos, o que muito de nós não tem conhecimento disso.
Que Deus abençoe a família de São Tomé e Príncipe.





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