
A República da China Taiwan apresentou um pedido para que a sua Autoridade de Protecção Ambiental participe na Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (UNFCCC sigla em inglês), que arranca a partir do dia 30 deste mês.
A Conferência tem na agenda a discussão do tão preocupante problema das alterações climáticas, da estratégia pós-2015 e do futuro dos compromissos de Quioto e Cancun.
Taiwan tem demonstrado uma preocupação em juntar-se ao esforço da humanidade no combate às alterações climáticas, tendo assumido unilateralmente a meta de, até 2020, reduzir as suas emissões de gases com efeito estufa (GEE) 30% relativamente ao cenário business-as-usual. Está também em curso um procedimento legislativo para aprovação de uma lei para redução dos GEE.
As mudanças climáticas que já se registam em Taiwan (aumento de temperatura em 1,4 graus Celsius entre 1911 e 2009 e redução da pluviosidade, com intensificação relevante da tendência nas últimas décadas), assim como a ocorrência de eventos severos como os tufões Kalmaegi e Sinlaku em 2008 e o furação Morakot em 2009 (este último causou cerca de 700 mortes e desaparecimentos e mais de 3 mil milhões de euros de prejuízos estimados), justificam sem dúvida os esforços desta nação no combate à este flagelo.
Recorde-se que Taiwan é uma das maiores economias mundiais, com uma forte actividade industrial que tem registado um dos maiores índices de crescimento mundial. A Ilha Formosa, como também é conhecida, é particularmente relevante na produção de alguma “tecnologia verde” como as células solares para produção de energia eléctrica e a iluminação LED. Pelo que o desempenho de Taiwan em matéria de combate às alterações climáticas interessa ao mundo.
O problema das alterações climáticas é um problema mundial, de todos os povos da Terra, independentemente das fronteiras, dos regimes políticos e do nível de riqueza. E as suas causas e consequências são fenómenos de escala global.




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