
Manuel do Espirito Santo Pinto da Costa celebra hoje 77 anos de vida. Se em 2016 for reeleito deixará o cargo presidencial com 84 anos.
Iniciou estudos primários na terra natal, concluindo o secundário em Lisboa, num antigo colégio da altura conhecido como «Portugalia», tendo ainda no seu registro educacional uma passagem pelo seminário de Angola.
Formado e doutorado em Economia pela Universidade de Humboldt, então Berlim Leste, esteve envolvido desde sua tenra idade em movimentos associativos, particularmente, no que respeitou aos ideais nacionalistas africanos na altura, o que lhe valeu logo aos 24 anos, o cargo de secretário para a informação e propaganda da UGEAN (União dos Estudantes da África Negra), uma eleição que aconteceu em Rabat (Marrocos).
Quando já somava 35 primaveras, é fundado em Santa Isabel/ Malabo (na altura a capital da Guiné Equatorial) o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe, do qual assume desde logo a liderança, conduzindo o país em 1975, a uma das glórias mais almejadas e ambicionadas em vários países do continente naquela altura: a Independência Total.
Torna-se assim, aos 37 anos de idade, no primeiro Presidente da Republica Democrática de São Tomé e Príncipe, em 12 de Julho de 1975, completando assim 38 anos no dia 5 de Agosto do mesmo ano. Passado 11 anos, é distinguido em Portugal com o grau mais elevado da Ordem do Infante D. Henrique (Grande-Colar).
A sua liderança nessa altura foi e continua a ser muito contestada, tanto no plano nacional como internacional, bem como por diversas individualidades, por alegadamente ter governado o país com mão de ferro. Em 1991, termina as suas funções enquanto Presidente, e pela primeira vez o país realiza eleições multipartidárias, sublinhe-se que antes era pautado por um regime de partido único.
Essa viragem histórica e marcante auferiu á nação, bem como a Pinto da Costa, um prestígio Internacional como sendo o primeiro país africano a adoptar o sistema político ocidental. Quiçá por isso, em 1993 foi quem ele quem chefiou a delegação de observadores da NDI ( National Democratic Institut) e do Carter Center nas primeiras eleições democráticas no Burundi.
Em 2011, em vésperas de eleições, sai a lume uma obra literária da sua autoria denominada Terra Firme (esgotado no mercado), que alguns críticos categorizam como um livro de memórias, o que foi e continua a sendo negado impreterivelmente pelo seu autor.
Após a tentativa de reeleição falhada e posteriores candidaturas a Presidência sem sucesso, conforme reza o ditado popular “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”, a 7 de Agosto de 2011, Manuel Pinto da Costa é eleito Presidente da Republica na segunda volta das eleições presidenciais.
Conotado habitualmente como uma pessoa muito discreta, afectuosa e estratega, é popularmente conhecido no país como “Pai Grande”.




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