O Início do Projecto 3 Milhões de Anos


O artista americano, Edgar Arceneaux, chegou a São Tomé, na tarde desta Segunda-Feira – 2 de Dezembro – e à meia-noite do mesmo dia, ele e a sua equipa já haviam esboçado um plano de trabalho para execução de um projecto social de prática de arte colaborativa que está em processo em São João dos Angolares e no Instituto Superior Politécnico – o Projecto 3 Milhões de Anos – assim baptizado pela história geográfica vulcânica das ilhas. Social practice – prática social, é um novo movimento, estudado na produção de arte. Um movimento que visa combinar activismo comunitário, produção criativa, esforço de colaboração e comunicação cruzada disciplinada (por exemplo: o trabalho de um pescador e um artista plástico). Arceneaux, conhecido por dirigir o Projecto Watts House em Los Angeles e pelo seu desempenho “It’s the Alchemy of Comedy… Stupid” em 2008 na Bienal de Whitney, vai passar as próximas duas semanas a trabalhar com uma equipa de líderes locais e cidadãos para criar dois projectos comunitários direccionados.

Em parceria com a Câmara Distrital de Caué, Arceneaux e o Arquitecto Enerlid Franca – Director da KéDesign – redesenharam o mercado central da cidade de Angolares, criaram um plano para um programa escultural no jardim principal da cidade. No ISP, Arceneaux está a orientar o redesign da biblioteca de línguas e salas de aula da Universidade que está a ser feita por um artista, incluindo um mural exterior pintado pelo artista plástico são-tomense, Eduardo Malé; projectos de iluminação do artesão, Rasta Fá e Dio Lima; e um conceito global criado pelos Arquitectos Enerlid Franca, Diego García e Etienne Louiboulet. Em apenas um dia e meio em São Tomé e Príncipe, Arceneaux encontrou-se com líderes da comunidade de Angolares, responsáveis do ISP, repórteres locais, técnicos e artistas e cimentou um calendário repleto de actividades que ele vai levar a cabo ao longo das próximas duas semanas.

Amanhã, Arceneaux aguarda a apresentação das suas ideias ao Ministro da Educação, Cultura e Formação, Jorge Bom Jesus, a recolha de materiais para o trabalho, o estabelecimento de oficinas para os cidadãos locais, e começar o processo de construção, pintura e plantio. Ele espera gerar entusiasmo e mais actividade em Angolares; e considerando as reacções iniciais aos seus esforços, parece que vai conseguir!

Kevin Krapf

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