Primeira etapa da quarta edição da volta do cacau 2013


Volta do Cacau 2013

A capital santomense acordou no dia de ontem com movimentações pouco habituais, bicicletas a tomarem conta da praça de independência, centenas de pessoas a dirigirem a mesma praça, ruas cercadas pelo corpo policial, sirene dos carros de polícia e das ambulâncias, todo este aparato era o sinal que estava à porta mais uma edição da prova rainha do ciclismo nacional, a volta do cacau em bicicleta 2013.

Com um contingente de18 corredores, repartidos por três equipas, Benfica de Luanda, Selecção de Angola e Santos FC, os angolanos que nos têm prestigiado com a sua presença neste evento, figuram como os grandes favoritos à conquista, mais uma vez, da tão desejada camisola amarela, que nas edições anteriores foi arrebatada pelos seus conterrâneos, Igor Silva por duas vezes e Osvaldo Jacinto. Com poucos argumentos para contrapor os dos angolanos, São Tomé e Príncipe, que participa nesta edição com 12 corredores, distribuídos em duas formações, deposita no regressado Daladier Coelho, e Edney Nascimento (campeão nacional), e na experiência do eterno Alberto Pereira, para poderem vestir a camisola amarela. Esta prova é , cada vez mais, um evento internacional, a confirmá-lo temos pela primeira vez na prova, a presença de uma formação de Macau, pelo contrário a equipa D´Helvetia de Portugal, lamentavelmente na última da hora anulou a sua participação na competição. Com o arranque na praça da independência, a primeira etapa que foi disputada em circuito urbano, só veio comprovar a supremacia dos angolanos, que numa só assentada colocaram nove corredores nos 10 primeiros lugares.

Reforçou-se a hegemonia do Igor Silva, que demostrou mais uma vez que aos poucos está a assumir-se como o rei das estradas nacionais. O nível apresentado pelos ciclistas nacionais, deixou de um certo modo decepcionado os dirigentes angolanos, que estavam a espera de maiores dificuldades, por parte da equipa nacional, o que não aconteceu na primeira etapa, como revelou Carlos Araújo um dos homens fortes do ciclismo angolano, que elogiou a organização do evento.

A prestação sombria dos nossos corredores, na etapa inaugural, deveu-se a vários factores, entre eles a falta dos corredores de fundo, e bicicletas com qualidades, como nos avançou o presidente da modalidade Tiziano Pisoni, frisando que no dia de hoje, teremos mais chance de subir ao pódio, e quiçá recuperar algumas camisolas. Dos corredores nacionais, o mais esclarecedor foi o Ediney Nascimento, que cortou a meta a 12 minutos e 59 segundos do Igor da Silva. Para a etapa de hoje os ciclistas nacionais, com destaque para como o Daladier Coelho e Ediney Nascimento, duas maiores esperanças nacionais, prometeram lutar para fazer sonhar os santomenses.Com o prestígio adquirido nas edições anteriores, várias são as empresas e instituições que se engajaram na realização do evento.

Emery d’Alva em representação da CST, empresa que patrocinou a primeira etapa, salientou que a iniciativa da sua companhia é para continuar. Álvaro Silva, do BGFI-Bank, um dos patrocinadores da volta, apela as outras as entidades a investirem também neste evento e espera que a prova possa correr da melhor forma possível e que vença o melhor. Aureliano Pires, representante da CECAB-STP, frisou que a organização que faz parte está motivada em apoiar a federação da materialização da volta do cacau.

António Fortunato, Adido Cultural da Embaixada de Angola, entidade que patrocinou a camisola amarela, mostrou-se satisfeito com a organização, revelando que Angola estará sempre disponível para cooperar com o São Tomé e Príncipe nesta causa. Depois da etapa inaugural, o dia de hoje será destinado à realização da segunda etapa, que ligará a cidade capital ao sul da ilha de São Tomé, mais concretamente a Porto Alegre, num total de 72.7 km. A ver vamos! Qual será a resposta dos corredores nacionais, na etapa de hoje.

Escrito por Gil Vaz

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