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Só esta manhã pelo menos 20 alunos entraram em transe na escola Patrice Lumumba. Após a suspensão das aulas na última semana, a escola reabriu esta segunda feira. O fenómeno transe voltou a manifestar-se em força. A escola preparatória Patrice Lumumba, está transformada num pandemónio. Esta manhã cerca de 20 alunos entraram em transe. Os agentes da polícia nacional destacados no centro de ensino não sabem o que fazer para evitar o transe. Os professores também estão traumatizados. No átrio da Direcção da Escola, o Téla Nón viu pelo menos 5 crianças estateladas no chão. Ora rebolam, ora gritam, ora saltam. Rodeadas por agentes da polícia nacional, as crianças em transe se rebelam contra as autoridades policiais e demonstram ter uma força surpreendente para a sua idade. De cada manifestação de força de uma criança em transe, são necessários dois agentes da polícia para conseguir controla-la. No átrio da Direcção da Escola, o Téla Nón viu pelo menos 5 crianças estateladas no chão. Ora rebolam, ora gritam, ora saltam. Rodeadas por agentes da polícia nacional, as crianças em transe se rebelam contra as autoridades policiais e demonstram ter uma força surpreendente para a sua idade. De cada manifestação de força de uma criança em transe, são necessários dois agentes da polícia para conseguir controla-la. Minuto a minuto houvesse gritos na escola, é mais uma aluna que entrou em transe. No portão da escola dezenas de pais e encarregados de educação aflitos, procuram saber se são os seus educandos que entrou transe. O pandemónio reina na escola, os professores que enfrentam o turbilhão manifestam-se também em crise psicológica. «Está difícil trabalhar nesta situação. Estou a fazer um esforço para falar porque o sistema nervoso e psicológico está alterado», afirmou Angélica Costa professora de língua portuguesa. Os professores dizem que a equipa de psicólogos anunciada pelo Governo para acompanhar o fenómeno, nunca apareceu na escola Patrice Lumumba. «Segundo informações que tivemos na semana passada é que iríamos ter apoio da polícia, dos bombeiros, psicólogos e de alguns representantes do Ministério da Educação. Mas o certo é que simplesmente temos apoio da polícia. Não temos psicólogos nem nada», reclamou a professora. Os professores consideram que o Governo deveria agir no sentido de retirar do recinto escolar, os alunos afectados pelo transe. «Deveriam ser conduzidos a casa, ou então ter um centro de acompanhamento das mesmas, seja aqui na escola ou num outro lugar», declarou a professora Angélica Costa. A professora concluiu que a situação na escola é terrível. «Está difícil para a própria polícia controlar a situação. Eu acho que continuando assim a própria polícia vai desistir», concluiu a professora de português. Um fenómeno que para o país ainda não tem explicação científica. A verdade empírica, ou melhor, a interpretação tradicional do fenómeno, é que está a vingar na sociedade, gerando mais preocupação a nível nacional. Abel Veiga Fonte: Téla Nón Imagem: Jornal Kê Kuá |





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