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Familiares de um jovem que morreu após acidente na estrada ocorrido no último domingo perto de Diogo Vaz, tentou invadir a administração do Hospital Ayres de Menezes, para ajustar contas com o Director Geral José Manuel Carneiro. Tudo por causa do atraso na realização da autópsia do cadáver. Dezenas de pessoas da cidade de Neves, norte de São Tomé protestaram esta tarde diante da administração do Hospital Ayres de Menezes, por causa da demora na realização da autópsia do corpo de um jovem que perdeu a vida após embate da sua motorizada com um mini autocarro de marca HIACE, na estrada que liga a cidade de Neves à vila Santa Catarina. O acidente aconteceu no último domingo. Os familiares exigem que o corpo seja sepultado hoje. «Eles disseram que eles não têm médicos para fazer autópsia. Será que um hospital deste não tem médico para fazer autópsia. Se fosse um familiar do director não seria feita autópsia? Ele tem que ser enterrado hoje», afirmou o irmão do jovem falecido. A intervenção da Polícia Nacional, evitou que a multidão furiosa subisse a longa escada do edifício da administração do hospital, onde se encontravam o Director Geral José Manuel Carneiro e o Director Clínico, Martinho. O Irmão da vítima, explicou que a delegada de saúde do distrito de Lembá, que deveria fazer a autópsia, manifestou-se impedida uma vez que o motorista do hiace que coçou com o falecido, é funcionário do centro de saúde de Lembá. Informação confirmada também pelo Director Geral do Hospital Central. A solução segundo o irmão da vítima, foi o médico especialista em saúde pública do distrito de Água Grande, chamado Frota. «O Director Clínico disse que tinha que ser com o doutor Frota. Ligamos para o doutor Frota e ele disse que não tinha conhecimento de nada», explicou. Gritos, discussões, marcaram a tarde de quarta – feira no hospital Ayres de Menezes. O Comandante Geral da Polícia Nacional, marcou presença no centro hospitalar. Sitiado no edifício da administração do hospital, o Director Geral José Manuel Cardoso, chamou atenção para o facto do cadáver depositado na morgue do Hospital, na terça-feira, estar sob investigação criminal. «O cadáver está na morgue e o corpo está entregue ao ministério público para averiguar a causa da morte», declarou. Um procedimento normal, que por sinal não deveria gerar tanta confusão. José Manuel Carneiro, disse que compreende a ansiedade dos manifestantes, mas considera que não se pode pôr em causa a paz, o respeito e a tranquilidade que um hospital de referência deve merecer, apenas porque os familiares consideram que o corpo deve ser sepultado hoje, independentemente dos procedimentos de investigação que por lei deve ser submetido, para que a justiça seja feita em relação ao acidente. «A questão está resolvida encontrou-se um outro técnico para realizar a autópsia. A autópsia será feita amanhã as 8 horas e 30 minutos e o enterro no mesmo dia», assegurou o Director Geral do Hospital Central. Declaração que não acalmou os ânimos. Os familiares da vítima, continuaram em pé de guerra no hospital Ayres de Menezes .Cenas deste tipo têm repetido no Ayres de Menezes. No caso de hoje os familiares exigiam receber o cadáver para ser enterrado. Noutras situações, os familiares abandonam o cadáver na morgue e exigem que seja o hospital a realizar o funeral. Abel Veiga Fonte: Jornal Téla Nón |





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