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A falta de espaço para a prática desportiva nas escolas está a fazer com que os jovens desde muito cedo não se interessem por outras modalidades desportivas. Esta situação deve-se também ao facto de os governos se limitarem a construir escolas sem instalações desportivas, disse o professor desportivo, Simão Carvalho. Essas declarações foram feitas ao jornal “O Parvo” durante uma pequena passagem de uma repórter deste jornal ao Estádio Nacional 12 de Julho, onde Simão Carvalho passa grande parte do seu tempo nas acções lectivas de desporto. Pudemos também saber desse professor desportivo que existe grande défice de praticantes de várias modalidades desportivas no País, excepto o futebol. Na altura, Simão Carvalho disse que não se pode ver o desporto só como jogar a bola e correr, mas sim no seu todo. A dança e jogos tradicionais, conforme sustentou o nosso interlocutor, também fazem parte da prática desportiva, resgatando assim aquilo que se está a deixar perder. Acrescentou, por outro lado, que o desporto é também um meio para educação de jovens na luta contra a Sida, doenças sexualmente transmissível e contra o paludismo. Deu exemplo que um indivíduo na prática desportiva, simultaneamente está adquirindo outras informações, como é o caso dessas doenças que também preocupam a sociedade no geral. Simão Carvalho assume-se também como um crítico desportivo, quando diz que “o nosso desporto a nível nacional está muito pobre, por falta de mais atenção do Estado. O Estado deixou as instituições desportivas à sua sorte, sem meios de trabalho, ou seja, se as federações são-tomenses tivessem o mínimo para trabalhar, o desporto nacional estaria melhor”. Ao nível do atletismo, área da sua especialidade, está dividido em vários centros de treinamento: na Trindade, em Monte Café, no Quartel de Moro, na Região Autónoma do Príncipe, no Estádio Nacional 12 de Julho, num total de oito treinadores. E no atletismo, SãoTomé e Príncipe já conquistou 55 medalhas. A falta de informações desportivas e a inexistência de práticas desportivas nas escolas, onde existe a maior camada juvenil prejudica uma nação, isto porque o desporto contribui para melhorar a saúde das pessoas, como também contribui para atravessar a fronteira que nem a diplomacia, com toda a sua força, consegue atingir as massas. Aliás, conforme defendeu o professor de atletismo, com o desporto, o País espera obter resultados positivos no aumento da produtividade e da produção económica. Cabe agora ao Estado e o Ministério da Educação o dever de continuar a dar os primeiros passos de desenvolvimento do desporto escolar. “Espero que essa iniciativa que já está em curso culmine com a realidade de jogos desportivos escolares que devem realizar-se todos os anos”, salientou o treinador. Os fazedores do desporto nacional, atletas e treinadores estão muito tristes por falta de maior atenção por parte do Estado, apesar de ter havido pequenas melhorias pontuais, mas esse esforço não está acompanhada de melhoria de condições de trabalho. Sobre esta questão, Simão Carvalho acrescentou que “já existe a lei do mecenato, mas é necessário que o Governo aprove-a para que possa servir como meio de financiamento do desporto nacional”. O nosso interlocutor na conversa com a repórter de “O Parvo” deixou bem claro que o desporto deve ser massificado em todas as escolas do País e desenvolvido nos bairros e luchans para que os jovens tenham acesso às diversas práticas desportivas. Idalina D’Alva Fonte: Jornal Parvodigital.info |





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