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Dentro de um ano a costa de São Tomé e Príncipe estará livre de embarcações velhas. Tudo na sequência de um contrato que a empresa C.G.I.D.- Christoph Glaubitz Ilídio Diogo assinou com o Governo. Os trabalhos de remoção dos ferros velhos espalhados pela baía começaram esta quinta-feira, avaliados em cerca de 400 mil dólares. A baia de Ana Chaves é uma das belezas extraordinárias do País que serve de espelho para quem entra pela primeira vez em STP. Durante anos esta beleza tem sido ofuscada pela quantidade de barcos abandonados no largo, proporcionando um mau ambiente natural à entrada para a capital do País. A empresa C.G.I.D – Christoph Glaubitz Ilídio Diogo, começou a remover o navio Príncipe, depois passará as outras barcaças espalhadas pela baia. Foi ao ver estas sujeiras metálicas que “surgiu a ideia de criar uma empresa para a recolha de ferros velhos. Temos também navio Micau que está no fundo e os navios que estão em Fernão Dias. É um investimento de quase 400 mil dólares para a operação destes navios e a nossa empresa assegurou o montante inicial para o arranque desta operação”, disse Ilídio Diogo, sócio nacional da empresa. No contrato, a CGID assumiu o compromisso de limpar a costa do País destes lixos metálicos, incluindo os submersos. O trabalho tem a duração de um ano. “É uma preocupação do Governo em remover todos os lixos metálicos existentes na orla marítima nacional, barcaças afundadas e os aviões abandonados no aeroporto internacional de STP, entre outros. Quaisquer entidades que queiram desmantelar algum ferro velho, esta empresa estará cá disponível para fazer esta missão. Estes ferros velhos já se encontram na nossa baía há vários anos e deixa um aspecto negativo ao ambiente. Este contrato assinado com o governo, irá fazer uma limpeza e o país sairá a ganhar com todo este trabalho”, desse Hélder Paquete, Secretário-geral do Ministério de Recursos Naturais e Meio Ambiente. A ideia de criar uma empresa de ferro velho e trabalhos submarinos foi maquinada em conjunto com Christoph Glaubitz, um alemão que conheceu o País e considera “um bom local com grandes oportunidades de negócios, como especialista em cortar navios a seis anos na África do Oeste. Junto com o meu parceiro, vimos a oportunidade e pegamos logo. Somos especialistas em cortar também os navios submersos, já fizemos isto no Togo. Este país é muito bonito, precisa de um empurrão para desenvolver e é para isso que estamos aqui, para dar a nossa contribuição. Pensamos desenvolver outros projectos, sobretudo na área social e humanitária”, declarou Christoph. Os ferros são removidos e armazenados num atelier em Bôbô-Fôrro para tratamento. A empresa já organizou cerca de 30 homens para realizar este trabalho. Depois de organizados, os ferros poderão ser vendidos para metalúrgicas no exterior do país. Um trabalho que fará reduzir o nível de poluição marítima existente e melhorar a situação ambiental da orla marítima de SãoTomé. Fonte: Jornal Parvodigital.info |





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