PR inaugurou estação de cabo submarino de fibra óptica


Ao inaugurar a infraestrutura que vai distribuir internet de alta velocidade pelo país inteiro, o Presidente da República Manuel Pinto da Costa, sentiu que o futuro já chegou ao país. A estação localizada em São Gabriel, já está a realizar testes, para em Janeiro próximo pôr velocidade cruzeiro nas telecomunicações nacionais.

A velha estação de São Gabriel, foi reabilitada e apetrechada pela CST, para funcionar como base central do cabo submarino de fibra óptica em São Tomé. É a partir da infra-estrutura inaugurada pelo Presidente da República, que país vai receber os sinais de alta velocidade da internet e de outros serviços de telecomunicações.

Nesta fase a estação está a realizar testes com outras amarrações, incluídas no amplo projecto de extensão do cabo de fibra óptica pelo continente africano, ligando à Europa. São no total 20 países amarrados pelo mesmo cabo, que só em finais de Dezembro próximo estrará na fase comercial, ou seja, começará a disponibilizar serviço de telecomunicações de alta velocidade.

Janeiro de 2013 é período indicado para os são-tomenses beneficiarem da rede veloz. Segundo a CST o serviço internet será 100 vezes mais veloz do que actualmente. O Presidente da República, sentiu que o futuro chegou. «Esta cerimónia simboliza que o futuro está aí, já, ao nosso alcance, e é esse futuro que temos de conquistar hoje com ambição, muito trabalho, disciplina e união», declarou o Chefe de Estado, depois de ter cortado a fita e descerrado a lápida que anuncia a inauguração da estação.

Manuel Pinto da Costa, agradeceu o apoio do Banco Mundial que garantiu o financiamento do projecto em nome do Estado são-tomense. Para o cabo submarino chegar a São Tomé foram aplicados 25 milhões de dólares. Para além do Banco Mundial que garantiu cerca de 16 milhões de dólares, a CST, empresa participada pelo Estado são-tomense e a Portugal Telecom, suportou a outra fatia do investimento. «A sociedade da informação que fica ao nosso alcance, vai tornar o país mais competitivo e economicamente mais atractivo. Queria, no entanto, sublinhar que se trata de um enorme desafio, que temos de saber vencer, de modo a que, esta nova oportunidade se traduza significativamente no crescimento económico, na criação de empregos, e na modernização dos vários domínios da administração pública», reforçou Manuel Pinto da Costa.

O Presidente de São Tomé e Príncipe, recordou que a amarração do cabo submarino entre a Europa, África e América Latina, coloca São Tomé e Príncipe, mais uma vez no centro da rota do comércio internacional, agora para o serviço das telecomunicações. «Um projecto que, estou certo, todos esperam não termine aqui e possa prosseguir nomeadamente com a ligação do cabo à África do Sul, à Região Autónoma do Príncipe e, mesmo, ao Brasil, transformando o país numa estratégica plataforma tecnológica no golfo da Guiné», pontuou.

O governo por sua vez, realçou a importância do projecto. O Ministro das Obras Públicas e Infra-estruturas Carlos Vila Nova, fez exortações à CST, para trabalhar com celeridade de forma a evitar que o país venha a conhecer transtornos na rede de telecomunicações. «Exortamos a CST a implementar com a máxima celeridade possível o seu plano de investimentos ao nível da rede interna em fibra óptica o que permitirá compatibilizar a velocidade das redes e assim evitar situações de afunilamento. Não seria agradável e dificilmente compreensível que depois da entrada em funcionamento do cabo continuasse a existir condicionalismos e reclamações em larga escala por parte dos utentes ao serviço além das consequências para o desenvolvimento da economia nacional», disse Carlos Vila Nova.

A inauguração da estação contou com a presença de membros da organização internacional que está a implementar o projecto de cabo submarino desde França, passando por África até a América Latina.

Abel Veiga

Foto: Téla Nón

Artigo publicado no: www.telanon.info

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