FMI diz que a economia nacional cresce lentamente


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Após avaliação da situação macroeconómica do país, o FMI, dá nota positiva ao desempenho do Governo. Apesar da crise mundial, o FMI, garante que a economia são-tomense regista crescimento positivo, apesar de não ter impacto na redução do desemprego e da pobreza

A equipa do FMI, que se reuniu quinta – feira no Ministério das Finanças e Cooperação Internacional, com o Ministro Américo Ramos e outros funcionários do sector, garantiu que a crise financeira internacional, não tem impedido o crescimento económico de São Tomé e Príncipe. «A economia de São Tomé, como está inserida na economia global tem sofrido um pouco as consequências da crise mundial, mas mesmo assim mostra um crescimento. Um crescimento mais lento, do que o desejado. Mesmo assim segue o crescimento positivo, o que é uma boa notícia», declarou Ricardo Velloso, porta voz da equipa do FMI

No quadro da avaliação da situação macroeconómica do país, o FMI dá nota positiva ao desempenho do Governo de Patrice Trovoada. Diz que as contas públicas, estão em ordem. «Ficamos muito bem impressionados com a gerência das contas públicas, no primeiro semestre do ano, que continua muito cautelosa. Felicitamos o governo por esses esforços», sublinhou.

Questionado pelo Téla Nón, sobre o impacto deste crescimento da economia sobre a pobreza e o desemprego galopantes no país, o porta-voz da equipa do FMI, reconheceu que o crescimento lento que se regista na economia nacional, não tem permitido a redução da pobreza e do desemprego. «É preciso garantir um crescimento mais rápido no próximo ano para resgatar a dívida social que se acumulou ao longo dos anos», explicou.

A reserva externa é um indicador positivo nesta altura. A equipa do FMI composta por três membros, assegurou que São Tomé e Príncipe, tem reserva externa para garantir pelo menos 3 meses de importação, e que a inflação está a comporta-se muito bem. «A inflação vinha numa tendência declinante até Abril em que atingiu 8%, que é um nível muito baixo para São Tomé. Mas até o final do ano deverá subir mais. Mesmo assim, temos esperança que ficará a nível de um dígito até o final do ano», concluiu…

Segundo projecções do Banco Central de São Tomé e Príncipe em 2012 a economia deve crescer 5,5%, e que a inflação situará nos 6%.

O FMI prevê que em 2013, o arquipélago conhecerá crescimento mais alto da economia.

Abel Veiga

Artigo publicado no: www.telanon.info

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