Sonair assume maioria da STP-airways


A Sonair, transportadora aérea da Sonangol, vai assumir a maioria do capital (51%) da STP – Airways, a companhia de aviação de S. Tomé e Príncipe. De acordo com o ministro são-tomense das Obras Públicas e Infraestruturas, Carlos Vila Nova, a decisão seria formalizada esta quarta-feira na assembleia geral de accionistas da STP–Airways.

Carlos Vila Nova anunciou ainda que a operação de aquisição pela Sonair de 51% da companhia de bandeira do seu país será acompanhada por uma injecção de capital na empresa, bem como pela disponibilização de novos equipamentos, designadamente aviões.

A composição accionista da STP–Airways, constituída em 2008, integrou, até agora, a Euro-atlantic, com 37% do capital social, o Estado são-tomense com 35%, a empresa privada GIAS com 14% e o Banco Equador com outros 14%. Em entrevista à televisão do seu país (TVS) o ministro das Obras Públicas e Infraestruturas de S. Tomé escusou se a revelar qual a nova distribuição accionista da STP–Airways mas, segundo o jornal Téla Nón, ‘ao que tudo indica o Estado são-tomense vai abrir mãos de parte ou da totalidade dos seus 35%’.

O jornal adianta que ‘o Banco Equador, dominado por capital angolano’, poderá já ter acordado com a Sonangol a venda dos seus 14% de capital social na STP-Airways.

Para chegar a 51% das acções, a Sonangol deverá ainda adquirir participações das outras duas empresas accionistas da companhia de bandeira nacional’, refere o Téla Nón. Recorde-se que, no passado mês de Abril, o primeiro-ministro de S. Tomé e Príncipe, de visita a Ango la, declarara esperar que a Sonair se tornasse ‘o parceiro maioritário da STP Airways com 51%

Na altura, Patrice Trovoada classificou a parceria como a Sonangol como ‘importante’, adiantando que o facto de outros accionistas incluindo o Estado, terem diminuído a sua participação para fazer entrar a Sonangol, obedece também a uma lógica económica

Patrice Trovoada frisou que ‘a particularidade da So nangol em relação aos outros investidores’, reside na circunstância de a Sonangol não ser ‘um investidor de curto e médio prazo devido às relações históricas’ com Angola e a petrolífera nacional.

A Sonangol, que irá agora assumir uma posição maioritária na companhia aérea de bandeira de S. Tomé e poderá passar também a deter uma posição de controlo no capital da EMAE (a Empresa de Água e Electricidade de S. Tomé), já administra o porto e o aeroporto internacional de S.Tomé e Príncipe.

Luís Faria

Fonte: Jornal Opais.net

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