Sociedade

Relatório do CPJ mostra que cinco jornalistas já morreram este ano

Até ao momento cinco jornalistas já morreram este ano devido ao desempenho das suas funções, segundo os dados recolhidos e publicados no sítio do Comité para a Protecção dos Jornalistas(CPJ).

Ahmed Hussein-Suale Divela da Tiger Eye Private Investigations foi assassinado no dia 16 de Janeiro no Gana. Mohamed Ben Khalifa foi vítima de fogo cruzado no dia 19 de Janeiro, na Líbia. Rafael Murúa Manríquez da Radiokoshana FM foi assassinado no dia 20 de Janeiro no México. Leonardo Gabriel Hernández da Valle TV foi assassinado no dia 17 de Março em Honduras. Lyra McKee, freelance, foi vítima de fogo cruzado no dia 18 de Abril, no Reino Unido.

São apenas cinco dos muitos profissionais de imprensa que não devem ser esquecidos nas reflexões que assinalam o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

Proclamado pela Assembleia Geral da ONU, em 1993, após a aprovação de uma recomendação na 26ª sessão da Conferência Geral da UNESCO, realizada em 1991.

Foi também uma resposta ao apelo dos jornalistas africanos que, também em 1991, elaboraram a Declaração de Windhoek sobre o pluralismo e a independência dos média.

De acordo com o relatório do Comité para a Protecção dos Jornalistas, em 2018, o número de jornalistas assassinados em retaliação directa pelas suas funções aumentou 88% em relação ao ano anterior.

Jornalistas que cobrem eleições arriscam ser atacados, assediados ou detidos. Enquanto os líderes mundiais denigrem a imprensa, o número de jornalistas presos por acusações de “notícias falsas” saltou de nove em 2016 para 28 em 2018. Em 2018, 250 jornalistas foram presos por fazerem o seu trabalho.

1340 jornalistas foram mortos entre 1992 e 2019. O Índice de Impunidade Global do CPJ de 2018 destacou países onde jornalistas são assassinados e os seus assassinos permanecem livres.

A impunidade está enraizada em 14 nações, de acordo com o Índice de Impunidade Global de 2018 do CPJ, que classifica os estados com os piores registos de processar os assassinos de jornalistas.

A Somália encabeça a lista pelo quarto ano consecutivo e dois países voltam à lista de infractores, incluindo o Afeganistão, onde um terrorista atacou um grupo de jornalistas em Cabul, matando nove pessoas. A Colômbia também reapareceu no top.

Na última década, pelo menos 324 jornalistas foram silenciados por homicídio em todo o mundo e em 85% destes casos, nenhum perpetrador foi condenado. É uma mensagem encorajadora para aqueles que procuram censurar e controlar os média através da violência.

A maioria das vítimas são jornalistas locais. A lista inclui estados onde a instabilidade causada por conflitos e violência por grupos armados alimentou a impunidade, bem como países onde jornalistas cobrindo corrupção, crime, política, negócios e direitos humanos foram alvos e os suspeitos têm meios e influência para contornar a justiça através de influência política, riqueza ou intimidação.

Este ano em São Tomé e Príncipe, a data será assinalada com uma jornada de reflexão intitulada “Os desafios do jornalismo no desenvolvimento de São Tomé e Príncipe”, que terá lugar no Centro Politécnico Brasil – STP.

Promovida pela Associação dos Jornalistas Santomenses (AJS) e pelo Sindicato dos Jornalistas e Técnicos Santomenses (SJS), contará com a presença do Primeiro Ministro e a classe vai aproveitar a ocasião para validar o Código Deontológico, o Estatuto de Jornalista, a Comissão de Carteira Profissional e Regulamento de Carteira Profissional.

Veja aqui o programa.

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karlley.frota

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