
A ONG MARAPA fez um balanço positivo do programa TATÔ com apoio da ONG portuguesa ATM – Associação das Tartarugas Marinhas. O programa existe desde de 2003 e visa a criação de outras fontes de rendimento económico para capturadores e vendedores, sendo uma das formas para travar a captura e comercialização das tartarugas marinhas.
As duas organizações não governamentais são parceiras desde 2012 e durante este período têm sido incansáveis na luta para a protecção das tartarugas marinhas.
A coordenadora da ATM, Sara Vieira, disse que registou-se uma diminuição da mortalidade de tartarugas marinhas nas praias lusófonas. “Cada vez mais as pessoas querem se envolver nesta causa e eu sinto que existe uma grande mudança de mentalidade”, acrescentou Sara Vieira.
No momento, estão a trabalhar para a promoção de uma legislação que proíba a captura e comercialização de tartarugas marinhas em São Tomé semelhante à da ilha do Príncipe. O principal objectivo é que a conservação das tartarugas marinhas seja reconhecida como prioridade de conservação em todo o país através de legislação nacional relevante.

Segundo a ATM, a captura e consumo de tartarugas marinhas é legal na ilha de São Tomé, e a carne é vendida todos os dias, abertamente, no mercado da capital, onde 1kg de carne de tartaruga custa cerca de 60 mil dobras. Na Região Autónoma do Príncipe, existe um decreto de lei, que entrou em vigor em 2009, que proíbe a captura e comercialização de tartarugas marinhas e tem sido observada uma redução significativa na captura e consumo destes animais, com cada vez mais habitantes sensibilizados para a causa.
A MARAPA é uma organização não governamental sãotomense criada em 1999, cujos objectivos são a preservação do ambiente marinho e apoio ao sector da pesca artesanal em São Tomé e Príncipe.
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Escrito por
Andreza Varela |




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