
O evento
Após os atentados em Paris, uma conferência assumiu logo o protagonismo e a mediatização mundial, quiçá por decorrer no mesmo local ou dado a sua importância sobre futuros passos que devem ser trilhados no que concerne as alterações climáticas.
Evento que ganhou também o seu lugar na história, por reunir aproximadamente 150 chefes de Estados, Governos, cientistas, empresários e 40 mil delegados de 195 países que estão debruçados em encontrar alternativas que possam reduzir o impacto humano sobre o meio ambiente e promover um desenvolvimento sustentável. Embora a abertura oficial tenha ocorrido no dia 30 de Novembro, a 21ª Conferência das Partes (COP21) da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, decorrerá até 11 de dezembro.
África
O continente africano esteve no centro de atenções no segundo dia da conferência que contou com a presença de 12 chefes de Estados Africanos e durante o evento foi reafirmada a preocupação sobre o impacto causado ao continente “Os outros poluem, África paga, e muito” como afirmou Akinwumi Adesina, presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).
“O mundo, e particularmente o mundo desenvolvido, tem uma dívida ecológica em relação a África”, reconheceu François Hollande, chefe de Estado francês e anfitrião do evento, tendo anunciado que uma parte substancial do financiamento destinado a combater as alterações climáticas ao nível global irá para África.
São Tomé e Príncipe
O país esteve representado na sessão de abertura pelo Primeiro-ministro e Chefe do Governo, Patrice Emery Trovoada. O executivo assumiu como compromisso:
- A redução de 15% do abatimento de árvores até 2030, incentivando o plantio de árvores;
- Reforçar a SNPC para uma melhor resposta aos desastres ambientais;
- Reduzir o número de pessoas habitando em áreas vulneráveis providenciando o seu deslocamento;
- Desenvolver um programa nacional de manejo sustentável das florestas até 2025;
- Introduzir radares em todas as embarcações até 2025, para reduzir o número de incidentes marítimos;
- Treinar e equipar os pescadores para um garantir uma pesca segura;
- Reduzir o uso de fertilizantes nitrogenados utilizados na agricultura até 2030.
Bioenergia consta também na aposta do executivo santomense. A proposta que concorreu em pés de igualdade com aproximadamente 800 projetos foi uma das 150 selecionadas para constar na agenda do COP 21 em Paris.
O projeto consiste na transformação de resíduos em energia, e tem como pano de fundo a proteção da floresta, sendo que já está a ser aplicado em várias localidades de São Tomé, desenvolvido pela Ecovisão, empresa portuguesa de tecnologia ambiental em estreita parceria com o governo do país.
“Bioenergia em São Tomé – Aproveitamento energético de biogás” será apresentado no dia 10 de Dezembro por Arlindo Carvalho, director-geral do Ambiente.
Juventude atenta
Anesilina Carvalho,jovem embaixadora de São Tomé e Príncipe no One Young World junta-se a campanha #CallonCOP para alertar aos órgãos competentes sobre as consequências climáticas para o arquipélago inerentes à extracção ilegal de areia e outros fatores que têm colocado em risco a biodiversidade única e inquestionável, incentivando a preservar o exclusivo e valioso que é o solo sagrado : São Tomé e Príncipe. STP Digital – Agência de Informação local, com pronúncia global.#stpdigital #ClimateChange #STPIsland #COP #OYW #environment #sustainability
Publicado por STP Digital em Segunda-feira, 23 de Novembro de 2015




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