“Acredito que podemos fazer muito mais com os jovens que temos”

Foto: Ines Gonsalves

Erickson Barroso, 27 anos formado em Engenharia Electrónica e Eugénio de Ceita, 23 anos, estudante de Ciências Económicas e Empresarias, cruzaram no mês transacto, o atlântico para participarem numa formação de capacitação em Associativismo Juvenil. Realizado no Rio de Janeiro, serviu de enlace para criar os próximos changemakers que vão repercutir todo os conhecimentos, habilidades adquiridos, e transmiti-lo aos líderes das associações juvenis locais, como forma de impulsionar o desenvolvimento de acções conjuntas com maior impacto na sociedade santomense.

Em conversa exclusiva com STP Digital, Erickson Barroso considerou de positivo a experiência “quanto a formação foi no seu todo muito enriquecedora, tendo sido abordados variados princípios do associativismo, desde as motivações que levam a sua origem, até tornar e manter os projectos auto-sustentáveis”, frisando que conhecer outras realidades permite que tenhamos sensibilidade para resolver problemas similares adoptando as técnicas a realidade local.

Questionado sobre que interpretação faz sobre o exercício da cidadania e responsabilidade social no solo sagrado, afirmou:

“Penso que ainda estamos longe de ter o exercício da cidadania e a responsabilidade social em grande plano, acredito podemos fazer muito mais com os jovens que temos.” (Leia: Os Santomenses têm exercido a sua Cidadania?)

No quadro dessa filosofia foi realizado no dia 15 e 16 de Março, um Workshop na matéria de Associativismo Juvenil na Casa das Artes, Criação, Ambientes e Utopias (Cacau).

Para Erickson Barroso “o que aprendemos deve ser partilhado para que os jovens aqui em São Tomé aprofundem mais sobre o associativismo e queiram intervir mais nas suas comunidades e no desenvolvimento nacional, esse era um dos pontos fortes do intercâmbio, ser formado para formar”. Este Workshop que foi uma passagem de testemunho, seguindo Erickson foi mais além “estou convicto que os participantes saíram da formação com um espírito mais aberto sobre o exercício da sua cidadania e da sua responsabilidade social e mais do que isso, acredito que está mais consolidada a certeza de que as Associações podem fazer a diferença”.

Esses 2 jovens estão em crer que cumpriram em partes a sua missão, seguindo agora ao monitoramento das acções dos formandos, porque “embora o nosso pais tenha poucos recursos ou quiçá mal explorados, estamos muito longe de dar todas as resposta positiva aos problemas dentro das comunidades, queremos ter jovens mais intervenientes na sociedade e que possam contribuir no desenvolvimento da sua comunidade e no seu todo para o desenvolvimento da nação.”

Os lideres associativos que agora estiveram presentes “vão passar os ensinamentos para outros jovens, membros da suas associações, da sua comunidade, e assim pretendemos difundir o associativismo “.

Este intercâmbio, está enquadrado no Projeto “H4F – Hands 4 Future – Future Stands in Youth Hands”, do Programa Juventude em Acção da União Europeia, um projecto de Cooperação para o Desenvolvimento no domínio da Juventude coordenado pela Terras Dentro – Associação para o Desenvolvimento Integrado (Alcáçovas, Portugal) em parceria com entidades da Bulgária (Sófia), do Brasil (Rio de Janeiro), de Cabo Verde (Mindelo, Ilha de S. Vicente) e de São Tomé e Príncipe (Associação RoçaMundo).

Escrito por
Mário Lopes

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