Já é mais fácil diagnosticar doentes em São Tomé a partir de Portugal


Nova rede de telemedicina tem tecnologia de ponta e permitirá ao Estado poupar centenas de milhares de euros, afirma o secretário de Estado-adjunto da saúde, Leal da Costa.

A Medigraf, apresentada em simultâneo em ambas as capitais, permite a transmissão de imagem e registo de informações em ficheiro clínico.

A aplicação está disponível em computadores portáteis e irá permitir o trabalho de médicos especialistas nos dois países, o que se traduz numa poupança na ordem dos 80% nos custos de evacuações sanitárias, como explica o embaixador são-tomense, Luís Viegas.

“Com esta plataforma, graças a um diagnóstico que é feito por médicos especialistas, não temos a necessidade por vezes de enviar os doentes para que sejam diagnosticados cá. Só virão doentes com patologias confirmadas que necessitem de intervenção especializada, que em São Tomé infelizmente não existe. Para além disto, há a redução em custos ambientais”, sublinha o embaixador.

Nesta altura, estão cerca de 200 doentes de São Tomé em tratamento nas unidades de saúde portuguesas. Uma parte das despesas é suportada pelo Governo português, e neste ponto a redução pode ser de centenas de milhares de euros, por ano, admitiu o secretário de Estado-adjunto da Saúde, Leal da Costa, que anunciou também que parte desta nova tecnologia vai ser aplicada à rede de telemedicina em Portugal.

“Já temos uma rede nacional, ainda que incipiente, e muitas ligações entre hospitais usando plataformas de telemedicina. A importância para nós da utilização da rede em São Tomé é demonstrar que a tecnologia resiste à distância.”

Neste aspecto, Leal da Costa não poupa elogios: “A tecnologia é tão boa que permite manter em tempo real, com um atraso de muito poucos segundos, uma qualidade de imagem que é tão boa em computador como a que uma televisão de alta-definição nos permite em nossa casa todos os dias”.

A nova plataforma insere-se no trabalho desenvolvido pelo Instituto Marquês de Valle Flor, uma ONG portuguesa para o desenvolvimento, que há 25 anos tem o projecto “Saúde para Todos”, em São Tomé e Príncipe.

Artigo publicado no: www.rr.sapo.pt

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